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A filiação aos sindicatos americanos diminui à medida que o apoio público flutua

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A votação da semana passada pelos trabalhadores da fábrica da Volkswagen em Chattanooga, Tennessee, contra a adesão ao sindicato United Auto Workers - apesar do incentivo tácito da VW - aponta os desafios enfrentados pelo trabalho organizado dos EUA. Embora os sindicatos mantenham muito apoio público, a parcela de trabalhadores americanos que realmente pertencem a um vem caindo há décadas e está em seu nível mais baixo desde a Grande Depressão.

Em uma pesquisa do Pew Research Center realizada em junho de 2013, cerca de metade (51%) dos americanos disseram ter opiniões favoráveis ​​sobre os sindicatos, contra 42% que disseram ter opiniões desfavoráveis ​​sobre eles. Esse foi o índice de favorabilidade mais alto desde 2007, embora ainda abaixo dos 63% que disseram ter uma disposição favorável aos sindicatos em 2001. Em uma pesquisa separada de 2012, 64% dos americanos concordaram que os sindicatos eram necessários para proteger os trabalhadores (embora 57% também concordou que os sindicatos têm “muito poder”).

No ano passado, porém, apenas 11,3% dos trabalhadores assalariados pertenciam a sindicatos, ante 20,1% em 1983, segundo o Bureau of Labor Statistics. (Em seu pico em 1954, 34,8% de todos os trabalhadores assalariados dos Estados Unidos pertenciam a sindicatos, de acordo com o Serviço de Pesquisa do Congresso.) Embora a taxa de sindicalização entre os trabalhadores do setor público tenha se mantido bastante estável durante esse período de 30 anos (pouco mais de um terço dos funcionários públicos são sindicalizados), despencou no setor privado - de 16,8% em 1983 para 6,7% três décadas depois. As razões para esse declínio são muitas e calorosamente debatidas - desde o impacto da globalização na manufatura dos EUA à intensa hostilidade das empresas à relativa falta de sucesso dos sindicatos na organização dos trabalhadores da indústria de serviços e informações.

FT_14.02.19_LaborUnions_2O Sul há muito é a região menos sindicalizada do país; todos os estados da antiga Confederação, exceto um, tinham uma taxa de sindicalização abaixo de 6,5% em 2013 (na única exceção, Alabama, 10,7% dos trabalhadores pertenciam a um sindicato, ainda abaixo da taxa nacional). Historicamente, o Sul também tem sido a região menos favorável ao trabalho organizado: em 1987, de acordo com o American Values ​​Survey da Pew Research, 59% dos sulistas concordaram que os sindicatos eram necessários, em comparação com 65% no Oeste e 74% no Nordeste e meio-oeste.

Mas desde então, conforme a sindicalização caiu nacionalmente, outras regiões passaram a se parecer mais com o sul. Na Pesquisa de Valores Americana de 2012, a proporção de pessoas que concordam que os sindicatos são necessários quase não mudou no Sul (60%) e no Oeste (64%), mas caiu acentuadamente no Centro-Oeste (65%).

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